terça-feira, 15 de julho de 2008

Independente de praticar, tornar possível o “País da Igualdade”

Como não gostar de algo que acaba, ou temporariamente interrompe guerras civis, mesmo que aparentemente possa ser impossível?Como não gostar de um evento que não se importa com sua etnia, raça, cor, que move multidões de pessoas com personalidades, gostos, costumes diferentes, apenas pelo amor.
Seja Natação, Atletismo, Automobilismo, Vôlei, Basquete ou Futebol. Como não se apaixonar pelo esporte? Não digo apenas quando se pratica ou apenas se acompanha. Digo por ser uma das poucas oportunidades que se faz possível o desenvolvimento social no Brasil, mudando a realidade de várias, inicialmente crianças, que vivem em meio a miséria e violência.
Muitos jovens se drogam para fugir da crueldade da vida, da realidade que está a mostra, mas mesmo assim , muitos ainda fazem questão de não enxergar. Fingem estar tudo bem. Vão até mais longe, acreditando que um dia Brasil será considerado desenvolvido, contentando-se assim em ser conhecido como "país da malandragem". Mostrados apenas pelo samba, favelas, pobreza...
Como não admirar alguns atletas, que em meio a dificuldades oriundas das mais diversas desigualdades sociais, se tornam ídolos de uma nação . Eles que poderiam estar nas ruas, no tráfico, ou ficar dependente de alguma mazela do cotidiano, se tornam formadores de opinião e exemplo nacional.
Qual cidadão brasileiro que não conheceu ou conhece Ayrton Senna, Garrincha, Pelé? Atualmente podemos citar Gustavo Kuerten, Ronaldinho Gaúcho, Romário... Muitos deles possuem histórias incríveis que vão além das vitórias nas modalidades esportivas a que pertencem.
Como não gostar da única possível solução do país, solitária esperança de que nossas crianças, tenham uma educação digna, motivada e bem estruturada ! Aprendendo assim que as diferenças não os tornam melhores ou piores que os outros, que competitividade não é agressividade e, que principalmente respeitar o próximo não é uma obrigação, e sim uma satisfação de saber que alguém, mesmo que não seja você conseguiu alcançar seu objetivo. O ensinamento vai além das quadras.
Quem sabe assim, quando o esporte se tornar opção prioritária juntamente com a educação para os governantes , possamos ser conhecidos como o "País da Igualdade"...