Quando somos crianças, nos tornamos alvos de várias perguntas, e a mais proferida é, o que você quer ser quando crescer? Qual a mãe, pai, ou tia que nunca perguntou isso ao filho? E a criança, ou adolescente por sua vez, coloca-se no direito de sonhar e, acreditar que um dia, em meio a tantas profissões poderá ser aquilo que quiser. E se a resposta dessa criança ou adolescente for, jogador de futebol? Se essa criança tiver vontade, mesmo com muito esforço e dificuldade, algum dia ela poderá alcançar o glamour de jogadores consagrados como Cristiano Ronaldo, Káká entre outros.Com a criança, uma expectativa. Acreditar que fará aquele gol salvador no último minuto com o maracanã lotado de espectadores apaixonados, com milhares de pessoas gritando seu nome e, entrando assim para história de um clube. Afinal de contas como já dizia a música do Skank... "Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?".
Porém a realidade dos jogadores de futebol é bem diferente que muitos imaginam, pois o futebol também tem seus problemas e desigualdades. Muitos jovens por tentar viver seus sonhos, deixam tudo para trás. Param de estudar, largam suas famílias, vão para outros países, que na maioria das vezes são totalmente defasados, para alcançar seus objetivos. E quando esses objetivos não são alcançados? O que fazem esses jovens, com o estudo incompleto, sem nenhuma experiência, que não seja dentro de campo? Há ainda aqueles que conseguem se tornar jogadores profissionais, mas depois de conseguir esta façanha, entra uma outra questão. Qual é o clube que ele joga?Só no Estado do Rio de Janeiro existem 171 clubes de futebol diferentes, entre os considerados "Pequenos", porém que fazem parte da história no futebol brasileiro. Entre eles podemos citar alguns como, América Futebol Clube, Bangu Atlético Clube, São Cristóvão de Futebol e Regata. Mas isso não acontece só no Rio de Janeiro e sim em todo o Brasil.Muitos desses pequenos clubes passam por grande dificuldade financeira, e consequentemente não pagam salários bons para seus atletas. De acordo com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), 80 por cento dos jogadores profissionais no Brasil ganham menos de dois salários mínimos. Quinze por cento deles estão desempregados e os cinco por cento restante ganha acima de R$ 830,00.A realidade do futebol Brasileiro acompanha a realidade do País. Poucos concentram grande parte de dinheiro e recursos, e a maioria vive com muito pouco.
