A tempos os moradores da Zona Oeste vêm sofrendo com o transporte coletivo e alternativo. Péssimas condições dos ônibus e superlotações são parte desse problema. Um levantamento da Ouvidoria da Secretaria Municipal de Transportes mostra que das dez empresas campeãs de reclamação, cinco circulam pela Zona Oeste.Entre as empresas que mais se notabilizam com esse aspecto negativo estão a Ocidental e a Oriental. Seus ônibus apresentam janelas com vidros soltos, barulhos, acentos quebrados e sem estofado, causando grande desconforto, além do excesso de passageiros.
Nos três primeiros meses deste ano, 13 ônibus foram apreendidos e 60 multas foram aplicadas à empresa Oriental por mau estado de conservação dos veículos e intervalos excessivos entre um ônibus e outro.
Segundo Felipe Nunes, Design Gráfico, que utiliza a linha S-14 para ir ao centro do Rio trabalhar, é comum os ônibus quebrarem. “A viagem dura em torno de uma hora e meia a duas horas e neste período é super comum ver ônibus quebrados pelo caminho. Só em uma tarde de ida e volta para o centro, vi cinco. Dei sorte de não ter quebrado o que eu estava”. Conta.
Além do aspecto físico do ônibus, para Felipe Nunes o despreparo dos motoristas também influencia para o baixo desempenho do transporte coletivo na Zona Oeste. “Na minha opinião a maioria dos motoristas do Rio de Janeiro são completamente despreparados, e ainda reclamam do baixo salário e as condições dos ônibus em que trabalham”. Afirma.
Uma greve dos rodoviários da Transporte Oriental, no dia 17 de março deste ano, reivindicava além do estado de conservação dos veículos, um maior compromisso da empresa com seus trabalhadores. A paralisação atingiu 13 linhas operadas pela empresa, prejudicando aproximadamente 45 mil passageiros. Devido a essa greve, desde o dia 23 de março as linhas da Oriental estão sendo operadas por outras empresas.
Para tentar fugir desse caos rodoviário, algumas pessoas recorrem aos transportes alternativos as kombis e vans, mas acabam esbarrando em outros problemas, como a ilegalidade e o despreparo dos motoristas.
Tiago Teixeira utiliza a linha Cosmos x Cascadura diariamente. Para ele, os transportes alternativos deveriam ser mais bem tratados pelos políticos. “Talvez um pouco mais de atenção e apoio do governo possa ajudar a diminuir essa ilegalidade”, disse o estudante de Publicidade e Propaganda.
Ainda de acordo com ele, mesmo os transportes sendo legalizados sofreriam com a corrupção dos Policiais Militares. “Eles inventam irregularidades ou simplesmente atrapalham o motorista deixando ele parado por um bom tempo. Ou ele paga propina ou conta com a boa vontade do policial. Normalmente isso acontece mais de madrugada mais a noite do que de dia. Mesmo legalizados os motoristas evitam blitz sempre que possível.”
Para o Fotógrafo Jorge Coelho, o despreparo dos motoristas é o principal problema dos transportes alternativos. Ele que estava fazendo uma caminhada com sua filha na Estrada Cabuçu em Campo Grande, fez uma parada para tirar algumas fotografias da paisagem, e foi atropelado por uma van. “A van estava recolhendo passageiros a uns cinco metros de mim, e ao dar marcha-a-ré para pegar um passageiro que vinha atrás do carro acabou me empurrando me fazendo cair. Por sorte ela parou logo após me tocar”. Conta Jorge.
Ao conversar com o motorista, ele recebeu pedidos de desculpas. “Fui tomar satisfação com o motorista e ele me pediu mil desculpas dizendo que pela van estar cheia, não teve visão pelo vidro traseiro.”

Como não gostar de algo que acaba, ou temporariamente interrompe guerras civis, mesmo que aparentemente possa ser impossível?Como não gostar de um evento que não se importa com sua etnia, raça, cor, que move multidões de pessoas com personalidades, gostos, costumes diferentes, apenas pelo amor.
